Tokenização imobiliária: potencial, limites e governança

Equipe REQUITY

Peça gráfica com o título "Imobiliária regulamentada" sobre foto de edifícios

Tokenização é o processo de representar digitalmente um ativo, direito ou fluxo. No mercado imobiliário, pode facilitar registro, fracionamento e distribuição, mas não transforma automaticamente um ativo ilíquido em investimento líquido ou seguro.

O que precisa estar claro

  • Qual direito o token representa
  • Quem responde pelo lastro e pelos pagamentos
  • Como ocorre custódia, transferência e registro
  • Quais direitos de informação e governança existem
  • Como o investidor vende e a que preço
  • Qual enquadramento jurídico e regulatório se aplica

Tecnologia não substitui estrutura

Qualidade do ativo, fluxo de caixa, garantias, veículo, contratos e governança continuam determinantes. A camada digital pode melhorar eficiência, mas também cria riscos de tecnologia, segurança e dependência de prestadores.

Regulação depende da função

A CVM indica que tokens que representem valores mobiliários tradicionais, recebíveis tokenizados ou contratos de investimento coletivo ofertados publicamente podem estar sujeitos às regras do mercado de capitais.

Implicações para a decisão

A discussão madura começa pelo direito econômico e pela proteção do investidor. O token é uma forma de representação; o valor continua vindo do ativo, do fluxo e da estrutura.

Conteúdo geral, sem natureza de parecer jurídico ou recomendação de investimento. Estruturas tokenizadas devem ser avaliadas por profissionais jurídicos, regulatórios e tecnológicos habilitados.


Maycon Gonçalves Pereira — fundador e diretor executivo da REQUITY. CRECI/SP 321.997.

Atua na estruturação e no desenvolvimento de projetos e investimentos imobiliários, com mais de 20 anos de mercado. Conheça a trajetória →