Um ativo pode ter boa localização, demanda e potencial construtivo e, ainda assim, não avançar. Muitas vezes, o obstáculo está na estrutura: interesses desalinhados, veículo inadequado, funding incompatível ou governança insuficiente.
O ativo não opera sozinho
O valor depende de quem decide, quem aporta, quem executa, como os riscos são distribuídos e qual é o caminho de saída. Quando esses elementos não conversam, a oportunidade perde tempo, aumenta custo e se torna difícil de financiar.
Pontos de atenção
- Participações e incentivos desalinhados entre proprietário, desenvolvedor e capital
- Cronograma de aportes desconectado das obrigações do projeto
- Ausência de alçadas, prestação de contas e mecanismos de solução de impasses
- Garantias ou covenants incompatíveis com a geração de caixa
- Estratégia de venda, renda ou reciclagem sem critérios definidos
Reestruturar antes de captar
A ordem importa. Antes de apresentar o projeto ao mercado, é preciso definir tese, veículo, governança, riscos, documentação e uso dos recursos. Isso reduz retrabalho e melhora a qualidade da conversa com investidores.
Implicações para a decisão
Quando a estrutura é corrigida, o ativo passa a ser analisado pelo seu mérito econômico — e não pelos ruídos de uma operação mal desenhada.
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Maycon Gonçalves Pereira — fundador e diretor executivo da REQUITY. CRECI/SP 321.997.
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